Mostra Instrumental Brasileira
Apresenta:
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A Mostra Instrumental Brasileira (MIB)

O MIB (Mostra Instrumental Brasileira) é um festival voltado à circulação, valorização e difusão da música instrumental brasileira, com uma programação marcada pela diversidade de linguagens, gerações e matrizes estéticas. Reafirma seu propósito de inserir a música instrumental em espaços que escapam aos circuitos habituais de apresentação, ampliando sua presença no cotidiano e possibilitando novas escutas.

Ao receber a mostra, o Colinas Shopping se consolida também como espaço cultural vivo, democrático e acessível, favorecendo o encontro entre artistas, repertórios e públicos diversos. Nesse contexto, o projeto amplia as condições de acesso à produção instrumental brasileira, contribui para a formação de novas plateias e fortalece processos de mediação cultural fundamentais à difusão desse patrimônio musical, reconhecendo a música instrumental brasileira como expressão relevante da diversidade e da memória cultural do país.

Com curadoria de Luciana Machado e realização da Asas Arte & Tecnologia — empresa dedicada, desde 2018, à concepção e realização de projetos que articulam arte, cultura e tecnologia —, a mostra evidencia a força inventiva e a pluralidade da cena instrumental brasileira, reunindo nomes consagrados e propostas de forte identidade cultural.

Viabilizada por meio da Lei de Incentivo Fiscal de São José dos Campos

Programação

Confira a grade completa

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Hamilton de Holanda Trio

O Hamilton de Holanda Trio ocupa lugar de destaque na música instrumental brasileira contemporânea ao reunir, em uma mesma formação, virtuosismo, invenção e abertura para o diálogo entre tradições musicais. Liderado por Hamilton de Holanda, bandolinista multipremiado, vencedor de diversos Latin Grammy Awards, com indicações ao Grammy e inúmeros Prêmios da Música Brasileira, o grupo articula o universo do choro à linguagem do jazz contemporâneo com notável liberdade criativa. Hamilton redefiniu o papel do bandolim na cena atual ao desenvolver o bandolim de 10 cordas, instrumento com o qual projetou a música brasileira em palcos e festivais internacionais, além de instituições como Jazz at Lincoln Center, Grand Palais e Smithsonian. Ao seu lado, Salomão Soares assume o piano, os teclados e o Moog, ampliando o campo harmônico do trio, enquanto Thiago “Big” Rabello, na bateria, imprime pulso, elaboração rítmica e forte presença musical à formação. Vencedor do Latin Grammy de Melhor Álbum de Jazz Latino com Live in NYC, o trio afirma a vitalidade da música brasileira no circuito internacional a partir de uma sonoridade contemporânea, precisa e profundamente autoral.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Amaro Freitas Trio

Amaro Freitas consolidou-se como um dos nomes centrais da cena instrumental brasileira contemporânea. Pianista, compositor e arranjador pernambucano, desenvolveu uma linguagem própria, marcada por complexidade rítmica, imaginação harmônica e diálogo com matrizes afro-diaspóricas, construindo uma obra em que pesquisa sonora e presença autoral caminham lado a lado. Sua circulação internacional se firmou com apresentações em festivais e palcos de referência, como Cork Jazz Festival, Montreux Jazz Festival, Pisa Jazz e Newport Jazz Festival. Vencedor do Prêmio Multishow 2024, na categoria Instrumentista, e autor de Y’Y, eleito Melhor Álbum do Ano de 2024 pela APCA, Amaro vem afirmando uma trajetória em que memória, invenção e contemporaneidade se articulam de modo singular. No MIB, o artista apresenta “Y’Y” em formação de trio, ao lado de Sidiel Vieira, no contrabaixo acústico, e Rodrigo Digão Braz, na bateria. Nessa configuração, o repertório ganha nova densidade rítmica e novas possibilidades harmônicas, sem perder a identidade que marca o trabalho do pianista. O concerto expande, ao vivo, o universo de Y’Y por meio de arranjos pensados para a interação entre os três músicos, aprofundando a dimensão coletiva, ancestral e contemporânea do projeto.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Walmir Gil Quinteto

O Walmir Gil Quinteto apresenta uma leitura da música instrumental brasileira em diálogo com o jazz e com a tradição afro-latino-americana. Cofundador da Banda Mantiqueira, o trompetista e arranjador, Walmir Gil construiu uma trajetória consistente ao lado de artistas como Benny Carter, Paquito D’Rivera, Anita O’Day, Djavan, Caetano Veloso, Gal Costa, Rosa Passos, João Bosco e Milton Nascimento. No MIB, o grupo apresenta o show “João Donato, Sempre Presente”, dedicado à obra do compositor acreano. A proposta parte menos da reverência formal e mais da recriação musical de um repertório marcado por concisão melódica, refinamento harmônico e balanço muito particular. Em chave de afro latin jazz, o quinteto aborda esse universo com arranjos que evidenciam a permanência e a elasticidade da escrita de Donato. Ao lado de Bruno Cardozo (piano e teclados), Carlinhos Noronha (contrabaixo) e Cuca Teixeira (bateria), com participação especial de Anaí Rosa, Walmir Gil conduz um concerto em que escuta coletiva, clareza rítmica e elaboração tímbrica se colocam a serviço de uma obra central da música brasileira.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Vereda Quarteto

O Vereda Quarteto apresenta no MIB um concerto dedicado ao centenário de Moacir Santos, celebrado em 2026. Maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir ocupa um lugar decisivo na história da música brasileira por ter criado uma obra em que sofisticação formal, invenção rítmica e lastro afro-brasileiro e nordestino se combinam com rara consistência. Liderado por Sizão Machado, o grupo reúne Edson Sant’Anna no piano, Sérgio Coelho no trombone e Bruno Migotto na bateria. Com ampla trajetória na música instrumental, Sizão mantém relação antiga com a obra de Moacir Santos, presente em sua formação musical, em seus concertos e em sua prática pedagógica. Essa proximidade dá ao projeto um eixo de leitura que combina conhecimento de linguagem, escuta atenta e liberdade interpretativa. Em vez de transformar a homenagem em mera celebração retrospectiva, o quarteto propõe um encontro atual com a música de Moacir, ressaltando a força estrutural de sua escrita e sua permanência no imaginário da música instrumental brasileira.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
OBMJ – Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana desenvolveu, ao longo de sua trajetória, uma linguagem própria a partir do encontro entre a música jamaicana e repertórios brasileiros. Criada por Sergio Soffiatti e Felippe Pipeta, a OBMJ se tornou conhecida por trabalhar o ska, o rocksteady e o early reggae em diálogo com a música brasileira, latino-americana e caribenha, em apresentações marcadas por forte comunicação com o público. No MIB, o grupo apresenta o show “Maior”, concebido especialmente para esta edição. A apresentação combina composições autorais, material inédito e projeções visuais, ampliando a experiência cênica sem perder o caráter dançante que marca a identidade da orquestra. O repertório incorpora ainda referências da música de Belém do Pará, expandindo o campo de relações sonoras que o grupo vem explorando nos últimos anos. Com mais de uma década de atuação e centenas de shows realizados, a OBMJ afirma a mistura como procedimento estético e o corpo em movimento como parte central da escuta, em um concerto que articula repertório, performance e circulação de matrizes musicais diversas.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Arismar Espírito Santo e Gabriel Grossi

Arismar do Espírito Santo e Gabriel Grossi apresentam no MIB o show “Domingou”, dedicado à obra de Dominguinhos, compositor cuja escrita melódica permanece como uma das mais reconhecíveis da música brasileira. O concerto parte desse repertório para construir uma leitura que privilegia a invenção, a escuta mútua e a abertura interpretativa, evitando a simples reprodução de temas consagrados. Multi-instrumentista, compositor e arranjador, Arismar do Espírito Santo desenvolveu uma trajetória marcada por liberdade formal, humor musical e trânsito entre diferentes tradições da música popular brasileira. Gabriel Grossi, por sua vez, construiu um percurso consistente ao ampliar o espaço da harmônica em contextos variados da música brasileira, com atenção especial à elaboração sonora e ao diálogo entre repertório e improvisação. O programa reúne peças como “Lamento Sertanejo”, “Nilopolitano”, “Contrato de Separação”, “De Volta pro Aconchego” e “Sete Meninas”, ao lado de composições autorais em interlocução com o universo de Dominguinhos. O resultado é um concerto que trata esse legado como matéria viva, aberta a novas inflexões, novas escutas e novos modos de permanência.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Chico Oliveira e Trio Nota Jazz convidam Derico

Chico Oliveira e Trio Nota Jazz convidam Derico para um concerto voltado à música instrumental em suas conexões com o jazz, a bossa nova, o samba jazz e outras vertentes da canção popular. A apresentação parte de um repertório de matriz instrumental e da afinidade construída entre músicos com longa experiência de palco. Trompetista e arranjador, Chico Oliveira iniciou sua trajetória nas bandas de baile do interior paulista e consolidou uma carreira ligada a diferentes formações e projetos musicais. Tornou-se mais conhecido por sua longa participação no universo musical de Jô Soares, contexto que também aproxima sua trajetória da de Derico Sciotti, multi-instrumentista cuja atuação teve papel importante na difusão da música instrumental para públicos amplos. O Trio Nota Jazz, por sua vez, contribui para a construção de uma base musical fluente, aberta ao improviso e atenta ao trânsito entre gêneros. Mais do que um encontro entre músicos experientes, o show evidencia uma prática instrumental sustentada por repertório, escuta e comunicação direta com a plateia, em uma apresentação que valoriza o ofício, a circulação entre linguagens e a permanência de uma tradição musical de forte apelo cênico.

Apresentação musical e concerto na Mostra Instrumental
Salomão Soares e Vanessa Moreno

Salomão Soares e Vanessa Moreno apresentam um trabalho em que a canção brasileira é tratada como campo de reinvenção, escuta e elaboração interpretativa. Em “Outros Ventos”, terceiro álbum do duo, os artistas aprofundam uma pesquisa voltada a compositores como João Bosco, Joyce Moreno, Guilherme Arantes, Léa Freire e Chico César, construindo leituras que preservam a força das obras sem renunciar a uma assinatura própria. Ao piano, Salomão Soares desenvolve uma abordagem marcada por mobilidade rítmica, imaginação harmônica e forte presença criativa. Vanessa Moreno, por sua vez, sustenta uma trajetória em que precisão técnica, inventividade vocal e inteligência interpretativa se combinam de maneira particular. O encontro entre os dois artistas se dá menos pela sobreposição de virtuosismos e mais pela qualidade da escuta e pelo modo como voz e piano se reorganizam mutuamente a cada canção. No MIB, o duo apresenta um concerto em que repertório, improvisação e refinamento de linguagem se articulam em torno de uma ideia de canção brasileira ao mesmo tempo rigorosa e aberta, reafirmando a atualidade desse universo no contexto da música contemporânea.

Realização

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